A CPI do Crime Organizado, em andamento no Senado, aprovou nesta quarta-feira (25) uma série de medidas que ampliam o alcance das investigações. Entre elas, está a convocação dos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli — José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli — além da quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master, da empresa Maridt Participações e da Reag Trust.

Foto: Rosinei Coutinho/STF
Segundo o relator da CPI, senador Alessandro Vieira, os depoimentos foram solicitados com base em indícios de conexão entre os irmãos de Toffoli e a Reag Trust, por meio de participações no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A Reag foi alvo da Operação Carbono Oculto, que investigou lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Vieira também citou a existência de um cassino com apostas em dinheiro dentro do resort, o que pode configurar contravenção penal.
Além dos irmãos de Toffoli, foram aprovadas oitivas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outros ex-diretores e empresários ligados à instituição. Também foram feitos convites para ouvir os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes.
O colegiado ainda adiou a oitiva do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, preso em 2025 por supostas ligações com o Comando Vermelho. O depoimento não ocorreu porque o STF não autorizou o deslocamento do detido em tempo hábil.
Com essas novas convocações e quebras de sigilo, a CPI busca aprofundar as conexões entre instituições financeiras, empresários e possíveis vínculos com organizações criminosas, ampliando a pressão sobre figuras de destaque no cenário político e jurídico.
Com informações do G1.