A Justiça da Coreia do Sul condenou o ex-presidente Yoon Suk Yeol à prisão perpétua nesta quinta-feira (19), após considerá-lo culpado por liderar uma insurreição. O Ministério Público havia pedido a aplicação da pena de morte, argumentando que o ex-mandatário não demonstrou arrependimento por ações que teriam colocado em risco a ordem constitucional e o regime democrático.

Apesar do pedido da promotoria, uma eventual execução seria improvável. O país mantém, desde 1997, uma moratória não oficial sobre a aplicação da pena capital.
Durante o julgamento, Yoon defendeu que a decretação da lei marcial foi um ato legítimo dentro das prerrogativas do cargo. Segundo ele, o uso de poderes emergenciais previstos na Constituição tinha como objetivo proteger a nação e preservar a ordem institucional, não podendo ser caracterizado como insurreição. O ex-presidente também acusou o então partido de oposição de instaurar uma “ditadura inconstitucional” ao assumir o controle do Legislativo, afirmando que buscou mobilizar a população diante do que considerava falta de alternativas.
A equipe de defesa classificou a sentença como um desfecho já esperado e sustentou que a decisão não estaria amparada pelas provas apresentadas ao longo do processo. Os advogados informaram que vão avaliar, junto ao ex-presidente, a possibilidade de recorrer.
Em janeiro, Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão por crimes relacionados à obstrução da Justiça.