Juliana Santiago, docente de Direito em uma faculdade particular de Porto Velho, foi assassinada a facadas dentro da instituição na última semana. Pouco antes do crime, ela havia promovido uma dinâmica especial com os estudantes, distribuindo chocolates e bilhetes motivacionais com mensagens bíblicas. Segundo relatos, Juliana prometera tornar sua disciplina “a melhor da semana” e chegou a abraçar o aluno apontado como autor do ataque, João Cândido da Costa Junior, de 24 anos.

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O crime ocorreu após o término da aula, quando Juliana e João ficaram sozinhos em uma sala. O estudante confessou ter desferido os golpes após um acesso de raiva. A faca utilizada foi apreendida pela polícia. Ele tentou fugir, mas foi contido por outro aluno, que é policial militar.
Juliana chegou a ser socorrida e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e analisa celulares e depoimentos para esclarecer a motivação.
Descrita por amigos como dedicada e carinhosa, Juliana nasceu no Rio de Janeiro, mas cresceu em Salvador, onde estudou no Colégio Antônio Vieira e na Universidade Católica do Salvador. Ela havia se mudado para Rondônia após aprovação em concurso público.
A morte da professora gerou grande comoção. Instituições e amigos destacaram sua trajetória acadêmica e pessoal, reforçando a necessidade de combater a violência e preservar sua memória com respeito.
Com informações do Correio da Bahia.