Restrição ao uso de celulares e ampliação do acesso à internet já refletem em melhora no aprendizado, afirma Camilo Santana
O acesso à internet nas escolas públicas brasileiras avançou de forma significativa e já alcança 70% das unidades de ensino. A informação foi divulgada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, na noite de domingo (8), às vésperas do início do ano letivo na rede pública.
Segundo o ministro, a ampliação da conectividade, aliada à restrição do uso de celulares em sala de aula, começa a apresentar resultados positivos no desempenho dos estudantes. A medida que limita o uso de aparelhos móveis foi adotada há cerca de um ano e, de acordo com Santana, tem contribuído para aumentar o foco dos alunos nas atividades pedagógicas.
Camilo destacou ainda que o governo federal ampliou o acesso à internet nas escolas públicas de 45%, em 2023, para 70% em 2026. “Há muitas razões para comemorar. O governo do Brasil ampliou significativamente a conectividade das escolas públicas. Hoje, 96 mil escolas já contam com parâmetros adequados de internet para uso educacional”, afirmou o ministro, defendendo o uso da tecnologia como ferramenta pedagógica, e não como distração em sala de aula.

Alfabetização, Pé-de-Meia e combate à evasão escolar
Durante o pronunciamento, que teve duração aproximada de cinco minutos, o ministro também apresentou outros indicadores da área educacional no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com Camilo, o percentual de crianças alfabetizadas na idade adequada quase dobrou em 2024, passando de 36% para 60%.
Outro destaque foi o programa Pé-de-Meia, que concede um benefício mensal de R$ 200 a estudantes do ensino médio que permanecem matriculados. Segundo o ministro, a iniciativa beneficia quase 6 milhões de jovens e contribuiu para reduzir pela metade a evasão escolar nessa etapa de ensino.
Saída do Ministério da Educação
Na semana passada, Camilo Santana anunciou que deixará o comando do Ministério da Educação em abril. Conforme explicou, a decisão tem como objetivo apoiar a reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), além de coordenar a campanha do presidente Lula no estado.