O médico Juan Freitas, filho do tetracampeão mundial de boxe Acelino “Popó” Freitas, usou as redes sociais para relatar uma situação de perseguição que enfrentou no exercício da profissão. Em comunicado publicado nos Stories do Instagram, ele afirmou ter encerrado definitivamente o vínculo com um paciente por “condutas inadequadas” e “comportamento obsessivo”.

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Segundo Juan, a situação ultrapassou os limites da relação profissional e colocou em risco sua integridade moral, física e profissional. Ele destacou que a ruptura se deu por justa causa, conforme prevê o Código de Ética Médica, e declarou não haver mais possibilidade de atendimento ou contato, seja presencial ou virtual.
O médico ressaltou que qualquer tentativa de aproximação, vigilância ou intimidação será interpretada como conduta ilícita, passível de enquadramento nos crimes de ameaça e perseguição (stalking), previstos no Código Penal Brasileiro. Ele garantiu que, caso necessário, recorrerá a medidas legais, como registro de boletim de ocorrência, solicitação de medidas protetivas e comunicação ao Conselho Federal de Medicina.
Além de relatar sua experiência, Juan aproveitou para alertar outros profissionais da saúde a não se calarem diante de situações semelhantes. “Protejam-se e não coloquem a vida profissional de vocês em risco”, escreveu, reforçando a importância de preservar os limites éticos e a segurança no exercício da medicina.
O episódio evidencia os desafios enfrentados por médicos e profissionais da saúde em casos de intimidação e perseguição, e reforça a necessidade de apoio institucional e jurídico para garantir a proteção desses trabalhadores.
Com informações do Correio da Bahia.