A intensificação das operações do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) em cidades democratas tem provocado uma mudança de comportamento entre grupos progressistas. Tradicionalmente contrários ao uso de armas de fogo, muitos passaram a defender a Segunda Emenda da Constituição, que garante o direito de portar armas, como forma de proteção diante da política migratória do governo Trump.

Foto: Abbie Parr/AP
Crescimento da procura por armas
Em Minneapolis, onde cerca de três mil agentes federais foram enviados para caçar imigrantes, a procura por cursos de instrução e compra de armas quadruplicou em alguns estabelecimentos. Grupos de tiro relatam a presença crescente de pessoas que se identificam como progressistas, além de mulheres e integrantes da comunidade LGBTQIA+, buscando treinamento para defesa pessoal.
Estopim da reação
O movimento ganhou força após os assassinatos de dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti, durante operações do ICE. Pretti, enfermeiro de 37 anos, foi morto com dez tiros mesmo portando uma pistola licenciada que não chegou a sacar. O episódio gerou revolta e ampliou a percepção de insegurança.
Impacto nacional
Estima-se que um terço da população americana possua armas de fogo, somando cerca de 500 milhões de equipamentos. Antes associado principalmente a republicanos, o interesse agora se espalha por setores progressistas, embaralhando fronteiras políticas e alimentando um ciclo de violência.
Esse cenário revela como a repressão migratória tem alterado não apenas o debate político, mas também hábitos culturais e sociais nos Estados Unidos.
Com informações do G1.