O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) liderou os gastos do Senado Federal com serviços dos Correios ao longo de 2025. Segundo dados do Portal da Transparência da Casa, o parlamentar desembolsou R$ 161.288,81 com envios postais, incluindo modalidades como PAC, Sedex e, principalmente, cartas.
Do total gasto pelo senador, aproximadamente R$ 113 mil foram destinados exclusivamente ao envio de correspondências. Em apenas um dia, em 27 de novembro, foram despachadas 4.260 cartas, o que resultou em uma despesa de R$ 37.275.

Despesas do Senado crescem 24%
No acumulado geral, os senadores gastaram cerca de R$ 2,8 milhões com a estatal em 2025. O valor representa um aumento de 24% em relação a 2024, quando as despesas somaram R$ 2,14 milhões. Na comparação com 2023, o crescimento é ainda maior: 30%, ante os R$ 1,97 milhão registrados naquele ano.
Após Flávio Bolsonaro, o segundo maior gasto com serviços postais foi do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), com R$ 128,5 mil. Em seguida aparece Irajá (PSD-TO), que teve despesas de R$ 97,2 mil.
Entre os senadores da Bahia, os gastos totalizaram quase R$ 100 mil. Angelo Coronel (PSD) registrou R$ 41,2 mil em despesas, Jaques Wagner (PT), R$ 30,7 mil, e Otto Alencar (PSD), R$ 27,2 mil.
Justificativa dos parlamentares
À publicação que divulgou o levantamento, os congressistas informaram que os gastos estão relacionados, em sua maioria, ao envio de publicações institucionais e materiais de caráter educativo, destinados a estudantes, concurseiros e profissionais da área do Direito em seus respectivos estados.
O que diz Flávio Bolsonaro
Em nota, a assessoria do senador Flávio Bolsonaro afirmou que os envios postais são utilizados para prestação de contas do mandato, distribuição de informativos e atendimento a demandas de eleitores do estado do Rio de Janeiro, conforme previsto na Constituição.
A equipe também destacou que, por se tratar de um parlamentar com grande visibilidade, a procura por materiais e informações é maior. Sobre o volume registrado em 27 de novembro, a assessoria explicou que se tratou de uma “demanda concentrada” em um único período.