O número de desaparecimentos de crianças e adolescentes no Brasil voltou a apresentar alta em 2025. Dados encaminhados pelos estados ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) revelam uma média diária de 66 registros envolvendo menores de 18 anos em todo o país. O índice representa um crescimento de 8% em comparação com 2024, quando a média era de 60 casos por dia.

Na Bahia, o cenário também chama atenção. Em 2025, o estado registra uma taxa de 1,5 crianças e adolescentes desaparecidos a cada 100 mil habitantes. O tema ganhou repercussão nacional após o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, ocorrido no dia 4 de janeiro, em uma área rural do estado de Mato Grosso.
Entre os casos registrados neste ano, a maioria das vítimas é do sexo feminino, que representa cerca de 61% do total, com 14.658 ocorrências. Já os meninos somam 9.159 registros, o equivalente a 38%. Em 102 casos, o sexo da vítima não foi informado.
Em 2024, considerando todas as faixas etárias, o Brasil contabilizou mais de 84 mil pessoas desaparecidas. Na Bahia, foram registrados 3.929 casos, o que corresponde a uma taxa de 26,42 desaparecimentos por 100 mil habitantes o maior número desde o início da série histórica do Painel, em 2015. O volume supera, inclusive, os índices observados no período anterior à pandemia de Covid-19.