O desaparecimento do ambulante Daniel Araújo Godim, de 25 anos, na Ilha de Itaparica, em outubro de 2025, foi esclarecido pela Polícia Civil como resultado de uma emboscada ligada à cobrança de uma dívida de pouco mais de R$ 300. Segundo as investigações, Daniel foi atraído por duas mulheres, uma delas namorada de um integrante do Bonde do Maluco (BDM), para receber o pagamento de roupas íntimas vendidas. No entanto, o encontro terminou em sequestro e execução.

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De acordo com o delegado Leandro Mascarenhas, titular da Delegacia de Vera Cruz, a irmã de um traficante recebeu um Pix logo após o crime e transferiu o valor para a conta do namorado, confirmando o envolvimento do grupo. A mãe da vítima chegou a transferir R$ 3 mil acreditando que o filho seria libertado, mas a promessa nunca foi cumprida.
Daniel, que trabalhava como mascate vendendo roupas e utensílios domésticos, já havia registrado boletins de ocorrência contra clientes que se sentiram intimidados pelas cobranças. Segundo a polícia, a insistência em receber a dívida teria motivado o crime. O jovem foi levado para uma área de mata e morto a tiros.
No dia 16 de dezembro, três pessoas foram presas: dois irmãos, de 21 e 22 anos, e uma jovem de 18 anos. A Delegacia Especializada Antissequestro (DAS) identificou cinco envolvidos, entre mandantes e executores. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, incluindo um pertencente à vítima, além de uma pistola calibre 9 mm.
Logo após o desaparecimento, uma publicação falsa foi feita no perfil de Daniel no Instagram, sugerindo que ele teria se aliado ao Comando Vermelho (CV). A família negou a veracidade da postagem.
O caso, que chocou moradores da região, expôs a vulnerabilidade de trabalhadores informais diante da violência ligada ao tráfico e à disputa entre facções criminosas na Ilha de Itaparica.
Com informações do Correio da Bahia.