Impasse no uso do Enem como certificado do ensino médio gera preocupação entre estudantes

O retorno do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de certificação da educação básica, anunciado pelo Ministério da Educação em 2025, trouxe expectativa para milhares de jovens e adultos que não concluíram os estudos. No entanto, a ausência de informações claras sobre como obter o documento tem gerado apreensão entre os aprovados em universidades, que temem perder suas vagas por não conseguirem apresentar o diploma a tempo da matrícula.

Foto: Divulgação.

De acordo com o Inep, responsável pela aplicação do exame, um aplicativo digital será lançado até o final de fevereiro, permitindo que os certificados sejam solicitados a partir de 2 de março. Como as matrículas já terão se encerrado, o órgão afirma que as instituições de ensino serão notificadas oficialmente sobre a pendência, garantindo que os alunos não sejam prejudicados.

O processo de certificação exige que candidatos tenham mais de 18 anos e alcancem mínimo de 450 pontos em cada área do conhecimento e 500 na redação. Sem o documento, não é possível efetivar matrícula em universidades pelo Sisu ou vestibulares.

Estudantes relatam dificuldades em obter informações. Links disponibilizados no site do Inep para solicitação junto ao Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e ao Instituto Federal de Roraima (IFRR) não funcionam, e tentativas de contato telefônico não tiveram retorno.

Casos como o de Diogo Augusto, aprovado em psicologia, e Petrus Alves, que conquistou vaga em engenharia mecânica na UFRN, ilustram a ansiedade dos candidatos diante da falta de clareza.

O presidente do Inep, Manuel Palacios, garante que o sistema digital será a solução definitiva e que, diferentemente do que ocorria até 2017, os estudantes poderão usar o resultado do Enem para obter o certificado e se matricular imediatamente no ensino superior.

Como funcionará o aplicativo

  1. Acesso ao sistema com login gov.br.
  2. Verificação automática da idade e das notas mínimas.
  3. Escolha da instituição certificadora (como o IFSP).
  4. Envio da solicitação digital.
  5. Análise e autorização pela instituição.
  6. Emissão com assinatura digital e código de validação.
  7. Recebimento por e-mail ou download direto.
  8. Consulta pelas universidades para confirmar autenticidade.

O Inep afirma que, além do IFSP, outros institutos federais devem aderir ao sistema até março, garantindo cobertura nacional. Ainda assim, a falta de comunicação prévia e a proximidade das matrículas mantêm os estudantes em estado de incerteza.

Com informações do G1.

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