A apreensão de celulares durante a operação que envolve o Banco Master trouxe preocupação ao meio político em Brasília. O motivo é a tecnologia exclusiva da Polícia Federal, capaz de acessar o conteúdo de aparelhos mesmo desligados e sem senha, procedimento que outras forças policiais não conseguem realizar.

Foto: Rovena Rosa.
Segundo informações, os peritos da PF utilizam o conceito físico da chamada “Gaiola de Faraday”, uma estrutura metálica que bloqueia ondas eletromagnéticas. O método garante que o celular não se conecte a redes externas durante o processo de extração, evitando que dados sejam apagados remotamente. Dentro desse ambiente isolado, os especialistas conseguem manipular o dispositivo e extrair todo o conteúdo armazenado.
A tecnologia não permite acesso parcial: ou todo o conteúdo é baixado, ou nada é obtido. Isso significa que conversas, fotos, e-mails e registros antigos ficam disponíveis para análise, mesmo que não tenham relação direta com o caso investigado.
O temor em Brasília se explica pelo perfil dos alvos. Entre os aparelhos apreendidos estão os de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de seu cunhado e do investidor Nelson Tanure, todos com forte trânsito político. A possibilidade de uma devassa completa em seus dispositivos gera apreensão entre figuras influentes da capital.
O procedimento reforça a capacidade da Polícia Federal em preservar provas digitais e amplia o alcance das investigações, mas também expõe a dimensão das informações que podem ser reveladas em casos de grande repercussão.
Com informações do G1.