A advogada Tayane Dalazen, mordida por um tubarão-lixa durante um mergulho em Fernando de Noronha, participou do programa Encontro nesta terça-feira (13) e mostrou as marcas do ferimento na perna. Ela relatou como foi o incidente e descreveu a dor como “muito forte, mas não paralisante”.

Foto: Divulgação.
O ataque ocorreu na sexta-feira (9), durante um mergulho em apneia no Porto de Santo Antônio, em frente à Associação Noronhense de Pescadores (Anpesca). Tayane estava acompanhada pelo guia de turismo Erivaldo Alves da Silva, conhecido como Nego Noronha.
Segundo a turista, os primeiros socorros foram feitos por sua amiga Caroline Pereira, dermatologista, que estava presente no momento da mordida. Tayane explicou que retirou a faixa que cobria o ferimento para permitir que a lesão “respirasse” e que levou apenas dois pontos, devido ao risco de contaminação. O tratamento adotado foi a aproximação das bordas da ferida, permitindo cicatrização de dentro para fora.
Ela afirmou ter seguido todas as orientações do guia durante o mergulho e relatou que o tubarão-lixa envolvido no ataque tinha entre dois e três metros de comprimento.
O engenheiro de pesca Léo Vera, especialista em tubarões na região, avaliou o caso como resultado da interação entre pessoas e animais, destacando que não há culpados. “Ela vai levar uma lembrança e uma cicatriz para o resto da vida”, disse.
Após o episódio, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) reforçou ações educativas, intensificou o diálogo com operadores de turismo e ampliou a fiscalização na área. O órgão também abriu investigação para apurar as circunstâncias do ataque.
O caso reacende o debate sobre segurança em atividades de mergulho em Noronha e sobre a convivência entre turistas e espécies marinhas, especialmente em áreas de grande fluxo de visitantes.
Com informações do G1.