Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem benefícios acima do salário mínimo terão reajuste de 3,9% em 2026, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Com isso, o teto dos benefícios passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55.

Foto: Marcello Casal Jr.
O aumento foi oficializado em portaria publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (12). Apesar da correção, o reajuste ficou abaixo da inflação oficial do país, medida pelo IPCA, que encerrou 2025 em 4,26%. A diferença entre os índices indica perda de poder de compra para quem recebe acima do piso nacional.
O reajuste integral de 3,9% será aplicado apenas aos segurados que já recebiam benefício em 1º de janeiro de 2025. Para aposentadorias e pensões concedidas a partir de fevereiro do ano passado, o aumento será proporcional ao número de meses pagos, variando de 3,9% para benefícios concedidos em fevereiro até 0,21% para os concedidos em dezembro.
Já os segurados que recebem um salário mínimo têm correção automática, acompanhando o novo piso nacional, que subiu para R$ 1.621 em janeiro.
Resultados do INPC em 2025
O INPC acumulou alta de 3,9% em 2025, abaixo dos 4,77% registrados em 2024. Em dezembro, o índice avançou 0,21%, puxado pela alta nos alimentos (0,28%) e nos itens não alimentícios (0,19%).
Entre as regiões pesquisadas, Porto Alegre registrou a maior variação mensal (0,57%), influenciada pela energia elétrica e carnes, enquanto Curitiba teve queda de 0,22%, devido ao recuo da energia elétrica e das frutas. No acumulado do ano, Vitória liderou com 4,82%, impactada pela alta da energia elétrica e do aluguel residencial.
O que muda nas aposentadorias em 2026
As regras de transição da reforma da Previdência continuam em vigor e passam por novos ajustes:
- Idade mínima: sobe seis meses. Mulheres precisam ter 59 anos e meio; homens, 64 anos e meio.
- Tempo de contribuição: permanece em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.
- Regra de pontos: exige 93 pontos para mulheres e 103 para homens, somando idade e tempo de contribuição.
Com isso, além de enfrentar reajuste abaixo da inflação, aposentados e trabalhadores em fase de transição terão regras mais rígidas para acesso aos benefícios.
Com informações do G1.