Criança com braço fraturado recebe imobilização improvisada em UPA no Rio de Janeiro

Um caso ocorrido em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, expôs fragilidades da infraestrutura da saúde pública fluminense. Após cair de skate e fraturar o braço, um menino foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município em uma viatura da Polícia Militar. No local, após a confirmação da lesão por exame de raio-x, o paciente recebeu uma imobilização improvisada feita com pedaços de papelão e ataduras.

Foto: Divulgação.

Segundo familiares, a equipe médica informou que não havia ortopedista disponível nem materiais básicos para a confecção de gesso. Diante da situação, optou-se pela solução paliativa para evitar o agravamento da fratura até que fosse possível encaminhar o menino a um atendimento especializado.

O tratamento definitivo só ocorreu no dia seguinte, no Pronto-Socorro Municipal, onde a criança recebeu o gesso adequado. O episódio gerou repercussão nas redes sociais e críticas à capacidade de atendimento da UPA, considerada referência na região.

Especialistas apontam que, embora a improvisação seja aceitável em cenários de emergência extrema, a ausência de insumos básicos e de profissionais especializados em uma unidade desse porte representa risco para pacientes e evidencia falhas estruturais.

Em nota, a Fundação Saúde, responsável pela gestão da UPA, afirmou que o serviço de Ortopedia não faz parte do perfil de atendimento da unidade. A instituição informou ainda que abriu sindicância interna para apurar os fatos e reforçou o compromisso com a qualidade da assistência prestada à população.

Com informações do Correio da Bahia.

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