O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) deve decidir apenas na primeira sessão após o recesso, marcada para o dia 21 de janeiro, se dará continuidade à inspeção no Banco Central relacionada ao processo de liquidação do Banco Master.
A fiscalização havia sido determinada pelo ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, mas acabou suspensa na última quinta-feira (8), em meio a pressões de ordem política e institucional. As informações foram divulgadas pela CNN.

De acordo com a reportagem, ao submeter o tema ao colegiado, o relator acatou o argumento do Banco Central de que uma medida com esse alcance deveria ser analisada pelo plenário do TCU. Fontes ouvidas pela CNN Brasil afirmaram que Jhonatan de Jesus foi persuadido pelos demais ministros a interromper o andamento do processo até o término do recesso da Corte.
A inspeção é considerada um mecanismo auxiliar de fiscalização, utilizado para suprir lacunas de informações e esclarecer pontos específicos, diferentemente de uma auditoria formal. No caso do Banco Master, o relator solicitou, em 19 de dezembro, os fundamentos técnico-jurídicos que embasaram a liquidação da instituição, os quais foram encaminhados pelo Banco Central em 29 de dezembro.
Ao avaliar que as explicações apresentadas eram insuficientes, Jhonatan de Jesus autorizou a realização da inspeção no dia 5 de janeiro, mas decidiu recuar três dias depois, suspendendo a medida até nova deliberação do plenário.