O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou nesta quarta-feira (17) uma nova fase da chamada “Calçada Presidencial da Fama”, instalada em uma parede da Casa Branca desde setembro. A iniciativa, que já vinha sendo criticada por seu tom de escárnio, ganhou contornos ainda mais polêmicos com a inclusão de placas depreciativas abaixo dos retratos de ex-presidentes norte-americanos.

Foto: AP Photo/Alex Brandon.
Ataques e insultos
As placas trazem descrições pejorativas e imprecisas sobre os antecessores de Trump, em estilo semelhante às suas postagens nas redes sociais. O alvo preferido é Joe Biden, cujo retrato foi substituído por uma caneta automática e descrito como “sonolento” e “o pior presidente da história dos EUA”, com críticas à inflação e à política migratória.
Barack Obama é classificado como “divisivo” e “controverso”, com menções negativas ao Acordo Nuclear com o Irã e ao Acordo do Clima de Paris, ambos anulados por Trump em seus mandatos anteriores.
Outros ex-presidentes também foram alvo:
- Bill Clinton teve sua placa destacando a derrota de Hillary Clinton para Trump em 2016.
- Gerald Ford foi elogiado por indultar Richard Nixon.
- Ronald Reagan recebeu aplausos, mas foi descrito como “fã de um jovem Trump”.
Reformulações na Casa Branca
Além das placas, Trump promoveu mudanças controversas na sede do governo: substituiu a grama do Jardim das Rosas por um pátio de pedra e demoliu parte da Ala Leste para construir um salão de baile.
Autoexaltação
Enquanto os antecessores são retratados de forma depreciativa, as duas placas dedicadas ao próprio Trump são laudatórias. Elas exaltam sua “vitória esmagadora” nas eleições, a “maior economia da história do mundo” e antecipam seu legado com a frase em letras maiúsculas: “O melhor ainda está por vir”.
Contexto político
Com a popularidade em baixa e enfrentando críticas por problemas econômicos e uma política externa errática, Trump tem usado a iniciativa como forma de desviar a atenção e reforçar sua narrativa pessoal. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, defendeu a ação afirmando que “muitas das descrições foram escritas pelo próprio presidente” e que seriam “eloquentes sobre o legado de cada líder”.
Com informações do G1.