Um episódio grave envolvendo uma criança brasileira em Portugal ganhou repercussão internacional. José Lucas, de 10 anos, teve dois dedos decepados em uma escola após sofrer agressões de colegas. A mãe, Nívia Estevam, de 27 anos, denunciou o caso nas redes sociais, afirmando que o filho já vinha sendo alvo de bullying e violência dentro da instituição.

Foto: Divulgação.
Segundo Nívia, o menino havia aparecido anteriormente com marcas no pescoço, resultado de colegas que o prenderam contra a parede e estouraram veias, deixando hematomas. Ela disse ter alertado a professora sobre os episódios e avisado que não toleraria novas agressões. A docente respondeu que conversaria com os alunos, mas o problema persistiu.
Após o incidente que resultou na amputação dos dedos, a professora enviou uma mensagem à mãe justificando que “foi um incidente que podia ter acontecido com qualquer menino e ninguém teve intenção de magoar o José”. A declaração gerou revolta, já que a família considera o caso como consequência direta de bullying e negligência escolar.
A escola, por sua vez, informou que não dará declarações à imprensa até a conclusão de um inquérito interno. Em comunicado oficial, afirmou que todas as informações serão divulgadas apenas por meio de notas institucionais.
O caso expõe a gravidade da violência escolar e levanta questionamentos sobre a responsabilidade das instituições de ensino em prevenir e agir diante de situações de bullying. A repercussão também reforça a necessidade de políticas mais rígidas de proteção a crianças em ambientes educativos, especialmente em casos envolvendo estudantes estrangeiros, que podem estar mais vulneráveis a práticas discriminatórias.
Com informações do Correio da Bahia.