O empresário Marcelo Batista, investigado pelo desaparecimento e homicídio de dois jovens em um ferro-velho de Salvador — caso conhecido como “Caso do Ferro-Velho” —, tentou subornar policiais penais no presídio da Mata Escura, na capital baiana. Ele foi preso pela primeira vez em agosto, acusado de envolvimento na morte de funcionários do estabelecimento.
De acordo com informações da TV Aratu e do portal Aratu On, o empresário teria oferecido cerca de R$ 5 mil para obter benefícios dentro da Cadeia Pública de Salvador. Além disso, teria solicitado integrar o grupo de custodiados que realizam atividades laborais na unidade prisional. O policial recusou a proposta e comunicou o fato à Coordenação de Segurança, que acionou a direção do presídio.
Durante o deslocamento para prestar esclarecimentos à diretoria, Marcelo Batista teria tentado subornar outro policial.
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) confirmou o episódio, sem revelar a identidade do detento. Em nota, o órgão informou que “a direção da Cadeia Pública determinou, de forma imediata, a condução do interno à Central de Flagrantes para adoção das medidas legais cabíveis e a instauração do procedimento de conduta do apenado”.
