Consulta do Planserv custa R$ 65 ao Estado; médicos recebem menos da metade, denunciam servidores

O Governo da Bahia renovou o credenciamento de prestadores de serviço do Planserv — plano de saúde dos servidores públicos estaduais — com previsão orçamentária de mais de R$ 727 milhões para o ano. A informação foi publicada na edição de quarta-feira (1º) do Diário Oficial do Estado e inclui serviços como consultas, exames, internações e transporte de pacientes. O valor pago por consulta médica, no entanto, chamou atenção: R$ 65 por atendimento, independentemente da especialidade.

Foto: Divulgação.

Segundo o vereador de Salvador Cezar Leite (PL), que também é médico, o valor líquido recebido pelos profissionais pode ser de apenas R$ 34, após descontos e repasses às clínicas credenciadas. “É uma condição que precisa ser revista”, afirmou em pronunciamento na Câmara Municipal.

A baixa remuneração tem sido apontada como um dos principais motivos para o descredenciamento de médicos e unidades de saúde, dificultando o acesso dos beneficiários a exames e consultas. O Planserv atende cerca de 500 mil servidores em todas as macrorregiões da Bahia, incluindo Salvador.

Servidores denunciam desassistência e sucateamento

Representantes do grupo “Devolvam Meu Planserv” se reuniram na terça-feira (30) com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) para denunciar a precarização do atendimento. Segundo Rosângela Monteiro, uma das líderes do movimento, a promotora responsável demonstrou interesse em abrir um novo processo investigativo, diante da lentidão do procedimento já existente.

“Estamos enfrentando constrangimentos e desassistência. A promotora se mostrou sensível à situação”, afirmou Rosângela.

O grupo também esteve na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), onde recebeu apoio de parlamentares para a realização de uma reunião com representantes do Planserv e da Comissão de Saúde. O objetivo é discutir soluções para o sucateamento do plano.

Depoimentos revelam impacto direto nos beneficiários

Durante o encontro, servidores relataram perdas significativas no atendimento. Madalena, servidora pública de Mucugê, contou que perdeu o acompanhamento com uma endocrinologista que a atendia há 30 anos no Hospital Santa Izabel, em Salvador.

“Nosso dinheiro é descontado todo mês, mas na hora de usar o plano, os médicos não atendem mais. Estamos cansados de sermos lesados pelo Planserv”, desabafou.

A crise no Planserv se intensifica sob nova direção, com denúncias de suspensão de atendimentos e apreensão entre os credenciados. A audiência pública marcada para a próxima semana será decisiva para os rumos do plano e para os milhares de servidores que dependem dele.

Com informações do Correio da Bahia.

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