A Justiça italiana decidiu, nesta quinta-feira (28), que a deputada federal licenciada Carla Zambelli seguirá presa na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, enquanto avança o processo de extradição. A defesa havia solicitado a conversão da prisão preventiva em domiciliar, mas o tribunal considerou alto o risco de fuga e optou por manter a parlamentar sob custódia. O processo, que ainda pode se estender por meses, está sob análise do Ministério do Interior da Itália. As informações são da CNN.
Durante a audiência, os advogados alegaram problemas de saúde e perseguição política, argumentos contestados por um laudo médico solicitado pelo próprio Judiciário. Segundo o documento, obtido pela CNN, o estado clínico de Zambelli permite que ela continue presa, com acesso ao tratamento necessário dentro do presídio.

O relatório, de 19 páginas, aponta que, apesar de apresentar quadro depressivo e distúrbios do sono, Zambelli está lúcida e não apresenta sinais de comportamento autodestrutivo. A médica responsável também avaliou a Síndrome de Ehlers-Danlos e os efeitos da greve de fome, concluindo que não há impedimentos para a permanência no regime prisional.
O parecer ainda ressalta que a saúde da parlamentar não contraindica uma eventual viagem aérea, caso a extradição seja autorizada, desde que acompanhada por cuidados médicos adequados. Presa desde 29 de julho, Zambelli tem direito, por decisão judicial, ao uso contínuo de medicamentos.