Exames com contraste: quando são indicados e quem deve evitar

A morte da jovem Letícia Paul, de 22 anos, após sofrer um choque anafilático durante uma tomografia com contraste em Rio do Sul (SC), reacendeu o debate sobre os riscos e cuidados associados a esse tipo de exame. Embora casos graves como esse sejam raros, especialistas reforçam que os contrastes continuam sendo ferramentas essenciais para diagnósticos precisos.

Foto: Divulgação.

O que são contrastes e para que servem?

Contrastes são substâncias químicas utilizadas em exames de imagem — como tomografias e ressonâncias magnéticas — para realçar estruturas internas do corpo, facilitando a identificação de inflamações, lesões e tumores.

  • Contrastes iodados: usados em tomografias
  • Contrastes com gadolínio: usados em ressonâncias magnéticas

Riscos e reações adversas

Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia:

  • Reações anafiláticas ocorrem em cerca de 2 a 4 pessoas a cada 100 mil aplicações de contrastes iodados
  • Para gadolínio, a taxa é de 1 a cada 10 pacientes em 100 mil aplicações

As reações podem ser imediatas ou tardias. Os sintomas incluem:

  • Urticária e manchas vermelhas
  • Inchaço, tosse e falta de ar
  • Em casos graves, choque anafilático e risco de morte

Quem deve ter atenção especial

Pessoas com histórico de:

  • Asma não controlada
  • Urticária crônica
  • Reações anteriores a contrastes ou medicamentos

Esses pacientes devem ser avaliados com protocolos de pré-medicação e observação hospitalar. Importante: não há relação comprovada entre alergia a frutos do mar e reações a contrastes, apesar do mito popular.

Contraindicações específicas

  • Gadolínio não é indicado para:
    • Pacientes com disfunção renal grave
    • Transplantados hepáticos
    • Gestantes (por falta de estudos sobre segurança fetal)
    • Lactantes (devem suspender o aleitamento por 24h após o exame)

Benefícios e segurança

Apesar dos riscos, exames com contraste são fundamentais para detectar precocemente doenças graves. O médico radiologista Murilo Eugênio Oliveira reforça que o método é seguro e amplamente estudado.

Com informações do Correio da Bahia.

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