Tarifa dos EUA ameaça exportação de mangas brasileiras e provoca crise no Vale do São Francisco

A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, anunciada pelo presidente Donald Trump, já está provocando sérias consequências para os produtores de manga do Vale do São Francisco, região que abrange partes da Bahia e de Pernambuco. A medida, que entra em vigor em 6 de agosto, inviabilizou economicamente a exportação da fruta para o mercado americano, afetando diretamente agricultores que dependem dessa janela comercial para escoar a produção.

Foto:  Hidherica Torres/Acervo Pessoal

A manga é a fruta brasileira mais exportada, com destaque para a variedade tommy, preferida pelos consumidores dos EUA. Em 2024, o Brasil exportou 258 mil toneladas da fruta, gerando US$ 349,8 milhões em receita. Cerca de 15% desse volume foi destinado ao mercado americano, especialmente entre os meses de agosto e outubro, período em que a produção brasileira se encaixa na demanda sazonal dos Estados Unidos.

Com a nova tarifa, exportadores estão cancelando pedidos e buscando alternativas como Canadá e Europa. No entanto, o redirecionamento da produção tem causado superlotação do mercado interno e queda drástica nos preços. Pequenos produtores relatam ofertas de menos de R$ 0,80 por quilo, valor que não cobre os custos de produção. Em alguns casos, agricultores estão oferecendo mangas gratuitamente para evitar que apodreçam nos pés.

Além da perda de mercado, o tipo de manga cultivado para exportação aos EUA exige processos sanitários rigorosos e investimentos mais altos, o que dificulta sua adaptação a outros mercados. A Europa, principal destino da manga brasileira, também enfrenta excesso de oferta e já começou a cancelar pedidos por receio de saturação.

A crise afeta toda a cadeia produtiva, desde grandes exportadoras até pequenos agricultores. Sem alternativas viáveis, há risco de desperdício em larga escala e prejuízos econômicos significativos para uma das regiões mais prósperas do sertão nordestino, cuja economia depende fortemente da agricultura irrigada.

Com informações do G1.

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