Menor cidade de Roraima enfrenta crise econômica com obras paradas e rombo de R$ 38 milhões

A menor cidade de Roraima, São Luiz, vive um cenário crítico marcado por atrasos em obras públicas, crise financeira e suspeitas de irregularidades na gestão. Com pouco mais de 7 mil habitantes, o município acumula um rombo de cerca de R$ 38 milhões nas contas públicas, equivalente a 74% do orçamento previsto para 2025, de R$ 51,9 milhões. Apesar disso, nos últimos quatro anos, São Luiz recebeu mais de R$ 103 milhões em emendas parlamentares federais e estaduais.

Entre as obras paralisadas estão o parque de vaquejada (R$ 13,7 milhões), conjunto habitacional (R$ 12,3 milhões), praça de entrada da cidade (R$ 6 milhões), escola municipal (R$ 2,7 milhões), portal monumental na entrada (R$ 2,16 milhões) e uma Unidade Básica de Saúde (UBS) (R$ 1,3 milhão). As construções, que deveriam ser entregues entre 2022 e 2024, permanecem abandonadas, acumulando atrasos que variam entre 1 ano e quase 3 anos.

O ex-prefeito James Batista (SD), que governou o município entre 2021 e 2024 e teve mandato cassado pelo TRE, é alvo de investigação do Ministério Público de Contas por suspeitas de desvios e má gestão desses recursos. O atual prefeito, Chicão (PP), decretou estado de calamidade financeira em janeiro deste ano e enfrenta também investigação por suposto desvio de verbas que ultrapassam R$ 7,4 milhões, com pedido de afastamento encaminhado ao Tribunal de Contas de Roraima.

A situação levou a paralisação das obras e atrasos no pagamento de servidores. A cidade convive com problemas graves na infraestrutura, como precariedade na UBS existente, lixo hospitalar acumulado e atendimento improvisado, além da insegurança gerada pela construção inacabada do portal de entrada e uma ponte precária usada pela população.

O prefeito Chicão afirmou que pretende retomar as obras, mas depende da continuidade do repasse das emendas parlamentares para equilibrar as finanças. Parlamentares que enviaram recursos ao município, entre eles o ex-senador Telmário Mota e o senador Chico Rodrigues, declararam que o município deve prestar contas sobre a aplicação dos valores.

A população vive o desgaste das obras inacabadas, apelidadas de “elefantes brancos”, e o sentimento de abandono é reforçado por relatos de moradores que enfrentam diariamente a falta de infraestrutura básica e atraso nos serviços públicos.

Com informações do G1.

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