A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (20) o julgamento de 12 acusados, incluindo 11 militares e um policial federal, por envolvimento na trama golpista que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.

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Os denunciados fazem parte do chamado “núcleo 3”, responsável por ações táticas dentro do plano golpista. Segundo a Polícia Federal, o grupo elaborou um detalhado planejamento operacional, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que incluía sequestros e assassinatos de autoridades, como Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Crimes em julgamento
Os investigados foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por cinco crimes:
- Organização criminosa armada
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Golpe de Estado
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União
- Deterioração de patrimônio tombado
Estrutura do grupo e atuação
O núcleo era composto por militares da ativa e da reserva, incluindo os chamados “kids pretos”, especialistas em operações especiais do Exército. Entre os acusados estão generais, coronéis e tenentes-coronéis, além de um agente da Polícia Federal.
Segundo a PGR, o grupo atuava em múltiplas frentes, desde o monitoramento de autoridades até a pressão sobre o Alto Comando do Exército para viabilizar o golpe.
Defesas contestam acusações
Os advogados dos acusados alegam falta de provas e afirmam que as reuniões e conversas interceptadas eram apenas trocas de opiniões, sem intenção real de golpe.
Desde março, o STF já tornou réus 21 investigados pela trama golpista, incluindo Jair Bolsonaro, Braga Netto e seus principais aliados.
Com informações do G1.