Evolução da lesão é considerada positiva, porém insuficiente para liberação médica; participação na fase inicial da Copa segue incerta
Neymar passou por uma nova série de exames nesta segunda-feira (15) para acompanhar a recuperação da lesão na panturrilha direita, problema que o afastou das atividades da Seleção Brasileira desde a chegada da equipe aos Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo.
O atacante deixou a concentração da equipe, em Nova Jersey, para realizar exames de imagem e avaliações complementares em uma clínica da região. Os resultados indicaram progresso no tratamento, mas ainda não permitiram que o jogador avançasse para a etapa de transição física, fase que antecede o retorno aos treinamentos com o grupo.
Segundo informações ligadas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), houve melhora na cicatrização da fibra muscular lesionada. No entanto, a evolução foi considerada insuficiente para que Neymar receba alta médica. A expectativa é de que o camisa 10 passe por novas avaliações nos próximos dias, mantendo a rotina de fisioterapia e acompanhamento médico especializado.

Participação na primeira fase fica cada vez mais improvável
A comissão médica da Seleção ainda não divulgou um novo boletim oficial sobre a situação do atleta. Na atualização mais recente, publicada na semana passada, a CBF informou que Neymar apresentava uma recuperação dentro dos parâmetros previstos.
Nos bastidores, entretanto, cresce a percepção de que o atacante dificilmente terá condições de atuar nos próximos compromissos da fase de grupos. Se anteriormente existia expectativa para um possível retorno diante do Haiti, agora também há dúvidas sobre sua participação na partida contra a Escócia, marcada para o dia 24 de junho.
Com a proximidade dos jogos, o prazo para uma recuperação completa e para o cumprimento da necessária transição física torna-se cada vez mais reduzido.
A estimativa inicial da equipe médica coordenada por Rodrigo Lasmar previa um período mínimo de duas semanas para recuperação. Em cenários mais conservadores, o retorno poderia ocorrer entre três e cinco semanas após a lesão.
Neymar está fora de ação desde 17 de maio, quando sofreu a contusão durante uma partida contra o Coritiba pelo Campeonato Brasileiro. Nesta terça-feira (16), o atacante completa um mês afastado dos gramados.
Apesar do desejo da comissão técnica de contar com o jogador o quanto antes, a orientação interna segue sendo de cautela. A avaliação é de que Neymar pode desempenhar papel decisivo em uma eventual fase eliminatória da competição, tornando fundamental que seu retorno ocorra apenas quando estiver plenamente recuperado.