Redução no atacado pode impactar preços nos supermercados

Foto: Rodolfo Tiengo/g1.
Os preços dos alimentos registraram a primeira queda no atacado após 10 meses consecutivos de alta, de acordo com o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Essa redução pode significar um alívio futuro para os consumidores, já que a inflação no atacado costuma antecipar a inflação ao consumidor final.
Em janeiro, o IGP-M teve alta de 0,27%, desacelerando em relação a dezembro, quando subiu 0,94%. Nos últimos 12 meses, o acumulado chegou a 6,75%. O principal fator de impacto foi a queda nos preços da soja em grão (-5,71%), bovinos (-2,17%), suínos (-11,24%), batata-inglesa (-17,94%) e laranja (-3,37%).
Governo Lula monitora preços dos alimentos
O preço dos alimentos é uma das principais preocupações do governo federal. Em dezembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,52%, com o setor de alimentação e bebidas sendo o maior impacto, subindo 1,18% no mês. As carnes, por exemplo, tiveram um aumento superior a 20% ao longo do ano.
A alta dos preços tem afetado a percepção do governo entre os eleitores. Segundo pesquisa Quaest divulgada em 27 de janeiro, a reprovação ao presidente Lula chegou a 49%, contra 47% de aprovação.
Presidente descarta medidas extremas
Em pronunciamento nesta quinta-feira (30), Lula afirmou que não adotaria medidas extremas para conter os preços, evitando a criação de um mercado paralelo de produtos. Segundo ele, a solução passa por aumentar a produção e modernizar a agricultura familiar, que responde pela maior parte dos alimentos no país.
O presidente também mencionou a necessidade de dialogar com setores produtivos para entender as razões por trás das altas de preços, como no caso do óleo de soja e das carnes. “Quando cheguei na presidência, o preço do óleo de soja tinha caído para R$ 4. Agora, subiu para R$ 9 ou R$ 10. Qual a explicação?” questionou.
Com informações do G1.