O rapper Oruam se manifestou nesta terça-feira (12) sobre o projeto de lei apelidado de “Lei Anti-Oruam”, que busca proibir a contratação de artistas e eventos que façam apologia ao crime ou ao uso de drogas. O texto foi apresentado na Câmara dos Vereadores de São Paulo e protocolado na Câmara dos Deputados pelo deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP).

Foto: Luiz Franco/g1
“Virou pauta política”, diz Oruam
Em uma publicação na rede social X, o rapper criticou a proposta e afirmou que ela atinge toda a cena do funk, rap e trap.
“Eles sempre tentaram criminalizar o funk, o rap e o trap. Coincidentemente, o universo fez um filho de traficante fazer sucesso, eles encontraram a oportunidade perfeita pra isso. Virei pauta política. Mas o que vocês não entendem é que a lei anti-Oruam não ataca só o Oruam, mas todos os artistas da cena”, escreveu.
Apesar de o texto da vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil-SP) não citar diretamente o cantor, a proposta ficou conhecida como “Lei Anti-Oruam” porque a parlamentar criou um site com esse nome e, em vídeos nas redes sociais, afirmou que o objetivo é impedir que o rapper se apresente em São Paulo.
Quem é Oruam
Mauro Davi dos Santos, de 25 anos, conhecido como Oruam, tem mais de 13 milhões de ouvintes mensais no Spotify. Ele transita entre o funk, R&B e rap, abordando temas como ostentação e sua trajetória pessoal.
Em 2024, o rapper consolidou sua carreira e se apresentou no Lollapalooza. Durante o show, pediu liberdade para seu pai, Marcinho VP, preso por homicídio, formação de quadrilha e tráfico de drogas.
“Meu pai errou, mas está pagando pelos seus erros e com sobra. Só queria que pudesse cumprir uma pena digna e saísse de cabeça erguida”, declarou Oruam na época.
O projeto de lei segue em tramitação e aguarda análise na Câmara dos Deputados.
Com informações do G1.