A cidade de Salvador ganhará um novo Centro de Convenções com capacidade para até 1.600 pessoas, distribuídas em duas salas — uma para mil e outra para seiscentas pessoas. O projeto será implantado no Palácio Thomé de Souza e na parte subterrânea da Praça Municipal, ambos localizados no Centro Histórico da capital baiana. A iniciativa é conduzida pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) e integra o conjunto de ações voltadas à revitalização da região central da cidade.

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A escolha do local está diretamente relacionada à decisão judicial que obriga a prefeitura a desocupar o Palácio Thomé de Souza, sede atual do governo municipal. A gestão será transferida para o Palácio Arquiepiscopal, situado nas proximidades da Praça da Cruz Caída. Segundo a presidente da FMLF, Tânia Scofield, o novo equipamento atenderá às exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que determina que o espaço seja ocupado com “volumetria”, ou seja, com uma estrutura que mantenha a dinâmica urbana e cultural da área.
O projeto prevê uma arquitetura contemporânea, respeitando o contexto histórico sem reproduzir estilos antigos. A proposta é que o centro de convenções contribua para o fluxo de visitantes e a realização de eventos como seminários, simpósios e encontros, fortalecendo o turismo de negócios na região. A estrutura será flexível, permitindo a subdivisão dos espaços para eventos menores.
A parte subterrânea da Praça Municipal, atualmente ocupada por uma subestação da Coelba, está em processo de negociação para realocação, o que permitirá a ampliação do espaço destinado ao novo centro. A previsão é que o projeto seja enviado ao Iphan até dezembro de 2025, com início das obras programado para o segundo semestre de 2026.
Com informações do Correio da Bahia.