O influenciador digital Iran Ferreira, de 23 anos, conhecido como Luva de Pedreiro, está internado no Hospital Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa (PB). A informação foi confirmada por sua companheira, Távila Gomes, nesta terça-feira (12), por meio de publicações nos stories do Instagram.

No início do dia, Távila postou uma foto fazendo um lanche no hospital, acompanhada de uma mensagem enigmática: “O bom dia de hoje tá diferente”. Horas depois, ela esclareceu que o influenciador está hospitalizado, mas sem detalhar o motivo da internação.
“Oi, gente. Boa noite! Passando pra deixar vocês tranquilos. Iran tá internado, mas tá bem, já fez exames e tá tudo ok. Logo logo vai receber alta, se Deus quiser. Em breve volto com mais notícias. Obrigado pelo carinho e preocupação de todos, familiares, amigos e fãs. Deus tá cuidando e protegendo”, escreveu.

Paralelamente, Luva de Pedreiro enfrenta um revés judicial. A Justiça do Rio de Janeiro determinou que ele indenize seu ex-empresário, Allan Jesus, em mais de R$ 5,5 milhões por romper unilateralmente o contrato de agenciamento. A decisão, da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca, também inclui R$ 120 mil por danos morais à empresa ASJ Consultoria, de propriedade do ex-agente.
O valor total da condenação, de R$ 5.558.285,07, já inclui juros, correção monetária e reembolso de investimentos feitos na carreira do influenciador e no sustento de sua família.
Na sentença, o juiz Mario Cunha Olinto Filho destacou que o crescimento meteórico de Iran — que saltou de 285 mil para mais de 17 milhões de seguidores — não teria ocorrido sem a atuação de Allan Jesus. “A participação de Allan e sua empresa não foram meramente acessórias: foram fundamentais para o incremento da marca e da sua afirmada projeção, bem como da pessoa de Iran”, afirmou.
A defesa do influenciador alegou que o contrato era abusivo e que Iran, sem a devida instrução, não compreendia os termos. Também foi sustentado que ele seria analfabeto, o que colocaria em dúvida a validade do acordo. O magistrado, no entanto, rejeitou os argumentos, ressaltando que o influenciador tinha assessoria jurídica no momento da assinatura: “Sua condição social não anula sua capacidade de consentimento”.
A decisão é passível de recurso.