Em entrevista a rádios da Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apontou três fatores que, segundo ele, contribuíram para a inflação dos alimentos nos últimos meses: a alta do dólar, a política monetária do Banco Central e o aumento das exportações. No entanto, Lula não apresentou medidas de curto prazo para reverter a situação.

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Fatores econômicos e inflação
Durante a entrevista, Lula afirmou que o aumento do dólar impactou diretamente os preços dos alimentos. Ele criticou a atuação do Banco Central sob a gestão de Roberto Campos Neto, nomeado pelo governo anterior, chamando-a de “arapuca” que não pode ser desfeita de imediato.
O presidente também destacou que o Brasil expandiu significativamente a exportação de alimentos, abrindo 303 novos mercados internacionais. Segundo ele, essa demanda externa pressiona os preços no mercado interno. “O Brasil virou o celeiro do mundo, e precisamos produzir mais para equilibrar os preços”, disse Lula.
Câmbio e eleições americanas
Lula atribuiu a alta do dólar ao cenário político nos Estados Unidos, mencionando a instabilidade causada pelas eleições americanas e declarações do ex-presidente Donald Trump. O dólar fechou a quarta-feira (5) em R$ 5,79, acumulando uma queda de 6,24% no ano.
Medidas para crédito e economia
O presidente anunciou que, nos próximos dias, divulgará novas medidas para incentivar o crédito no país, priorizando trabalhadores e pequenos empresários. “Precisamos discutir microeconomia, porque é ela que faz a coisa acontecer”, afirmou Lula, destacando que pequenos empréstimos geram impacto direto na economia.
Eleições e futuro político
Sobre uma possível reeleição em 2026, Lula evitou confirmar sua candidatura, mas garantiu que o “negacionismo não voltará”. Sem citar Jair Bolsonaro, afirmou que venceria qualquer disputa contra o ex-presidente. Ele também minimizou o impacto das pesquisas atuais, dizendo que o cenário real só será definido quando a campanha começar.
Com informações do G1.