Cientistas anunciaram nesta quarta-feira (17) a descoberta de um fóssil de dinossauro na Mongólia que pode mudar o entendimento sobre a origem dos chamados “dinossauros de cabeça dura”. O exemplar, batizado de Zavacephale rinpoche, viveu há cerca de 115 milhões de anos e é o mais antigo e completo já encontrado do grupo dos paquicefalossauros.

Foto: Divulgação.
Com pouco mais de 1 metro de comprimento e cerca de 6 kg, o animal se destaca por apresentar um crânio espesso, formando uma espécie de “capacete ósseo”. A estrutura, segundo os pesquisadores, pode ter servido tanto como defesa contra predadores quanto como ferramenta de disputa social — por parceiros ou território.
Crânio revela origem da estrutura
O fóssil preserva mais da metade do esqueleto, incluindo crânio quase completo, parte da cauda, ossos das patas dianteiras e até pedras no estômago, conhecidas como gastrolitos, que auxiliavam na digestão.
Segundo Lindsay Zanno, paleontóloga da North Carolina State University e uma das autoras do estudo, o crânio do Zavacephale mostra que a espessura óssea começou a se formar pela parte frontal da cabeça, o que revela uma evolução mais complexa do que se pensava.
“Esse achado nos ajuda a entender os primeiros passos da formação craniana nos paquicefalossauros”, afirmou Zanno.
O nome do dinossauro combina termos tibetanos e latinos: “Zava” (origem), “cephale” (cabeça) e “rinpoche” (precioso).
Grupo herbívoro com estruturas marcantes
O Zavacephale pertence ao grupo dos ornitisquianos, dinossauros herbívoros que incluem os ceratopsianos (com grandes chifres) e os estegossauros (com placas nas costas). Todos desenvolveram estruturas ósseas chamativas, ligadas à proteção e ao comportamento social.
Até agora, os fósseis de paquicefalossauros eram escassos e fragmentados, dificultando a compreensão sobre quando e como essas características surgiram. A nova descoberta, feita na Ásia Central, pode preencher lacunas importantes na história evolutiva desses animais.
Com informações do G1.