O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, está considerando reduzir as tarifas sobre produtos importados da China, que atualmente chegam a 145%. A proposta prevê uma diminuição para um intervalo entre 50% e 65%, como parte de uma tentativa de aliviar as tensões na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

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Motivações para a redução
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, classificou o atual nível de tarifas como “insustentável”, destacando que a escalada do conflito comercial tem gerado preocupações sobre uma possível recessão. Além disso, a Casa Branca avalia a adoção de um modelo de tarifas escalonadas, com:
- 35% para produtos que não representam riscos à segurança nacional.
- 100% para itens estratégicos, como semicondutores e aço.
Reação da China
Apesar dos sinais de flexibilização por parte dos EUA, o governo chinês negou que existam negociações comerciais em andamento e exigiu a revogação de todas as tarifas unilaterais impostas por Washington. O porta-voz do Ministério do Comércio da China, He Yadong, afirmou que qualquer relato sobre avanços nas negociações “carece de fundamento”.
Impactos no Brasil
A disputa comercial entre EUA e China pode abrir espaço para o Brasil expandir suas exportações, especialmente de soja e minério de ferro. Em 2024, a China absorveu 28% das exportações brasileiras, gerando um superávit de US$ 30,7 bilhões para o país.
A decisão final sobre a redução das tarifas ainda depende de negociações internas na Casa Branca e da resposta de Pequim.
Com informações do Bnews.