O corpo da cantora Preta Gil chegou ao Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira (24), marcando o início de uma despedida pública e afetiva à artista que deixou um legado cultural e social profundo. Após desembarcar no Aeroporto Santos Dumont, o corpo foi levado para o laboratório do Cemitério e Crematório da Penitência, na Zona Portuária, onde será preparado para o velório.

Foto: Divulgação.
A cerimônia de despedida acontecerá na sexta-feira (25), no Theatro Municipal do Rio, espaço emblemático da cultura brasileira e situado na mesma região onde o circuito de megablocos de carnaval foi batizado com o nome da cantora. O velório será aberto ao público das 9h às 13h, permitindo que fãs, admiradores e colegas prestem suas últimas homenagens.
Preta Gil faleceu no último domingo (20), em Nova York, aos 50 anos, após complicações decorrentes de um câncer colorretal. A artista estava em tratamento experimental nos Estados Unidos e chegou a se preparar para retornar ao Brasil, mas passou mal durante o trajeto até o aeroporto.
Após o velório público, o corpo será levado à capela ecumênica do Crematório e Cemitério da Penitência, onde ocorrerá uma cerimônia reservada para familiares e amigos próximos. A cremação está prevista para acontecer às 17h, conforme desejo expresso da própria cantora.
Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, Preta iniciou sua carreira musical aos 29 anos, após atuar como produtora e publicitária. Seu primeiro álbum, “Prêt-à-Porter”, trouxe o sucesso “Sinais de Fogo” e causou polêmica pela capa ousada. Ao longo da carreira, lançou outros discos, como “Preta” e “Noite Preta”, e criou o show “Baile da Preta”, que refletia seu ecletismo musical e respeito pela diversidade da MPB.
Além da música, Preta Gil se destacou como apresentadora, atriz e ativista. Em 2010, fundou o “Bloco da Preta”, que se tornou um dos maiores do carnaval carioca, reunindo centenas de milhares de foliões. Sua trajetória foi marcada por posicionamentos firmes em defesa da comunidade LGBTQIA+, do combate ao racismo e da valorização do amor-próprio.
A despedida no Theatro Municipal será não apenas um momento de luto, mas também de celebração da vida e da obra de uma artista que soube transformar sua arte em instrumento de afeto, resistência e inclusão.
Com informações do G1.