Bahia ocupa o terceiro lugar no ranking dos estados com o gás de cozinha mais caro do Brasil

Salvador, 10 de janeiro de 2025 – A Bahia é o terceiro estado do Brasil com o preço mais alto do gás de cozinha, conforme levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e divulgado pelo BATV. O preço médio do botijão de 13kg no estado está em R$ 123,59, ficando atrás apenas de Roraima (R$ 137,03) e Amazonas (R$ 126,59), que apresentam valores ainda mais elevados. A pesquisa, que analisa a variação de preços do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), evidencia a alta no custo desse produto essencial para os consumidores baianos.

Foto: Flávio Tavares/O Tempo.

Desigualdade nos preços dentro do estado

A disparidade nos preços do gás de cozinha dentro da Bahia é significativa. O município de Juazeiro registra os valores mais baixos do estado, com preços variando entre R$ 105 e R$ 115, o que representa um alívio para os moradores da região. No entanto, em contraste, Luís Eduardo Magalhães se destaca como a cidade com os preços mais elevados, onde o botijão pode custar entre R$ 160 e R$ 170, o que corresponde a cerca de 11% do valor do salário mínimo atual de R$ 1.518.

A capital do estado, Salvador, apresenta um preço médio ligeiramente acima da média estadual, com o botijão de gás sendo vendido por aproximadamente R$ 127. Esse valor reflete uma variação que tem preocupado as famílias, principalmente em um momento de alta inflação e dificuldades econômicas que afetam a população em geral.

Fatores que influenciam os preços na Bahia

Ao contrário de outros estados, onde a precificação do gás de cozinha é controlada pela Petrobras, na Bahia, os preços são definidos pela Acelen, empresa que desde 2021 administra a Refinaria Mataripe, localizada no estado. A Acelen, como distribuidora do produto, realiza a revisão dos preços todo primeiro dia do mês, podendo tanto aumentar quanto reduzir os valores. Essa variação constante tem gerado dificuldades para os revendedores, que enfrentam desafios para equilibrar as contas e repassar os custos para os consumidores.

Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas), afirmou em entrevista ao BATV que os revendedores têm “feito malabarismos” para manter as finanças em dia diante da oscilação dos preços. A situação tem gerado uma instabilidade para o setor, afetando diretamente o bolso dos consumidores baianos.

Explicações da Acelen sobre os preços

Em nota, a Acelen explicou que os preços do gás de cozinha são ajustados com base em critérios de mercado e que são influenciados por uma série de variáveis, como o custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais, além da cotação do dólar e dos custos de frete. A empresa também ressaltou que sua política de preços é transparente, amparada por critérios técnicos e alinhada às práticas internacionais do mercado de combustíveis.

A Acelen afirmou ainda que segue a legislação vigente e os parâmetros do mercado global para definir seus preços, destacando que qualquer alteração nos valores do produto é resultado das condições do mercado de energia, que refletem diretamente no custo do GLP.

Impactos para a população e perspectiva futura

A alta constante no preço do gás de cozinha tem gerado grande impacto nas famílias baianas, especialmente nas de menor poder aquisitivo, que já enfrentam dificuldades com o custo de vida elevado. Além disso, a instabilidade nos preços dificulta o planejamento orçamentário das famílias, que se veem obrigadas a lidar com as oscilações mensais no valor do botijão.

Embora a Acelen tenha defendido a transparência de sua política de preços, o aumento contínuo no custo do gás de cozinha é uma preocupação crescente para a população, que espera ações mais efetivas para reduzir essa disparidade. A expectativa é de que, com a análise contínua dos fatores de mercado e possíveis medidas por parte do governo estadual, o preço do GLP seja controlado de maneira a não prejudicar ainda mais a economia doméstica.

Enquanto isso, os consumidores baianos continuam atentos às alterações mensais nos valores do gás, na esperança de que o impacto no orçamento familiar seja minimizado. A variação dos preços é um reflexo das flutuações do mercado global de energia, que deve continuar a influenciar diretamente os custos de produtos essenciais como o gás de cozinha.

Com informações do Correio da Bahia.

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