O Brasil se despede de um dos maiores nomes do cinema documental. Silvio Tendler, autor de mais de 70 obras que marcaram a memória política e cultural do país, faleceu nesta sexta-feira (5), aos 75 anos, vítima de uma infecção generalizada. Internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, o cineasta deixa um legado que atravessa gerações.

Foto: Divulgação.
Conhecido por retratar figuras como João Goulart, Juscelino Kubitschek e Carlos Marighella, Tendler foi apelidado de “cineasta dos vencidos” — título que o diplomata Arnaldo Carrilho suavizou para “cineasta dos sonhos interrompidos”. Seu olhar crítico e engajado transformou o documentário em ferramenta de resistência e reflexão.
Mesmo enfrentando problemas de saúde desde 2011, Tendler se manteve ativo. Em 2023, lançou O futuro é nosso!, com entrevistas de nomes como Ken Loach, e estreou como dramaturgo com a peça Olga e Luís Carlos. Recentemente, foi condecorado com a Ordem do Mérito Cultural.
O velório será realizado neste domingo (7), às 10h, no Cemitério Comunal Israelita do Caju, no Rio. Tendler deixa a filha, Ana Tendler, o neto Ernesto, e seus companheiros de estimação: o cão Camarada e a calopsita Renê.
Com informações do Correio da Bahia.