Barraqueiros do Porto da Barra cumprem acordo e limitam kits de praia, gerando opiniões divergentes

A tradicional praia do Porto da Barra, em Salvador, amanheceu diferente nesta sexta-feira (24), com uma redução significativa no número de kits de praia (compostos por sombreiros e cadeiras). A mudança é resultado de um acordo firmado entre os barraqueiros e a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), com o objetivo de organizar o uso da faixa de areia entre os fortes São Diogo e Santa Maria.

Foto: Arisson Marinho/CORREIO.

De acordo com a nova regra, cada permissionário poderá disponibilizar no máximo 30 cadeiras e 10 sombreiros. Antes do acordo, a quantidade era ajustada à demanda, algo que gerou críticas, especialmente após um vídeo de um banhista viralizar, denunciando a “privatização” da praia pelos barraqueiros.

Afonso Alban, presidente da Associação dos Barraqueiros do Porto da Barra, reconheceu que a decisão foi necessária, mas teme insatisfação dos clientes. “A população vai reclamar quando não tivermos cadeiras suficientes para oferecer”, afirmou.

Por outro lado, banhistas como Ed Matos, que mora em Paris mas visita Salvador todo verão, elogiaram a mudança. “Agora há mais espaço, menos agonia. Prefiro uma praia mais aberta e organizada”, declarou. Victoria Marques, turista paulista, compartilhou da mesma opinião, afirmando que o ambiente menos lotado melhora a experiência.

Apesar das críticas de parte dos barraqueiros, a Semop defendeu a medida como um esforço para equilibrar a geração de renda e o uso ordenado do espaço público. Entre as novas regras estabelecidas estão:

  • Delimitação de espaço: Organização das áreas de atuação dos permissionários.
  • Padronização de equipamentos: Limitação de quantidade e tipos permitidos de materiais.
  • Horários de funcionamento: Estabelecimento de horários fixos para as atividades.
  • Qualidade no atendimento: Orientações para melhorar o serviço prestado.
  • Regularização fiscal: Incentivo à legalização das atividades.

A Semop ainda não respondeu às reclamações dos barraqueiros até o momento da publicação desta matéria. Enquanto isso, a nova medida segue dividindo opiniões entre trabalhadores e frequentadores do Porto da Barra.

Com informações do Correio da Bahia.

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