Os professores da rede privada de ensino da Bahia realizarão uma nova paralisação na próxima quinta-feira (16), quando participarão de uma assembleia da categoria. O movimento foi anunciado pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), que afirma não haver avanços nas negociações da campanha salarial com o setor patronal.
Segundo o sindicato, um dos principais impasses envolve a regulamentação e a remuneração de atividades desempenhadas pelos docentes fora da carga horária contratada. A entidade alega que os professores vêm acumulando horas extras sem a devida compensação financeira.
Outro ponto de discordância é a proposta de reajuste salarial. De acordo com o Sinpro-BA, o setor patronal oferece apenas a reposição da inflação, estimada em 4,11%, sem previsão de ganho real para a categoria.
O sindicato também destaca que o piso salarial da rede privada de ensino na Bahia é de R$ 12 por hora-aula. Com o índice proposto pelos empregadores, o reajuste representaria um acréscimo de R$ 0,49 por hora.
Em nota enviada ao Metro1, o Sinpro-BA afirma que a sobrecarga de trabalho, o aumento da burocracia nas atividades pedagógicas e a falta de valorização profissional têm contribuído para o adoecimento dos docentes, além de provocar afastamentos e o abandono da carreira.
