O atacante Folarin Balogun, principal referência ofensiva da seleção dos Estados Unidos, foi liberado para enfrentar a Bélgica nesta segunda-feira (6), após a Fifa cancelar a suspensão que o impediria de atuar. A decisão foi anunciada no domingo (5) e ocorreu dias depois de um contato telefônico entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, segundo informou a imprensa norte-americana.
De acordo com as publicações, Trump teria procurado Infantino na última quarta-feira (1º) para solicitar uma revisão da punição aplicada ao jogador. Balogun havia sido expulso na partida contra a Bósnia após receber cartão vermelho por uma falta em um defensor adversário, o que gerou automaticamente uma suspensão de um jogo.

A mudança de entendimento chamou atenção nos bastidores do futebol internacional. Esta é a primeira vez, desde 1962, que a Fifa permite que um atleta atue em uma partida mesmo após suspensão automática por cartão vermelho.
Em comunicado oficial, a entidade informou que a punição foi convertida em caráter probatório com base no artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa.
“De acordo com o artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, a aplicação da suspensão da partida está suspensa por um período probatório de um ano”, informou a entidade.
A Fifa também destacou que a sanção poderá ser retomada caso Balogun cometa infração semelhante dentro do período estabelecido.
“Se Folarin Balogun cometer outra infração de natureza e gravidade similares durante o período probatório, a suspensão será revogada e a sanção aplicada, sem prejuízo de qualquer penalidade adicional imposta pela nova infração”, acrescentou o comunicado.
A liberação é considerada um reforço importante para a seleção norte-americana, que busca alcançar as quartas de final de uma grande competição internacional pela primeira vez em 24 anos.
Após a decisão, Trump comemorou o desfecho em publicação na rede social Truth Social. Sem mencionar diretamente o contato com Infantino, o presidente escreveu: “Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça”.