Facções criminosas cercam circuitos do Carnaval de Salvador

Enquanto milhões de foliões ocupam cordas, camarotes e a pipoca para acompanhar os trios elétricos, o narcotráfico segue ativo à margem da festa em Salvador. Apesar das barreiras policiais, o consumo de drogas permanece elevado nos circuitos, abastecido por pontos de venda próximos aos acessos da folia. Segundo especialistas em Segurança Pública, a alta concentração de pessoas torna o tráfico altamente lucrativo, com facções como o Comando Vermelho (CV) e o Bonde do Maluco (BDM) faturando milhões durante o período.

Foto: Divulgação.

As apreensões recentes incluem frascos de lança-perfume, porções de maconha líquida, haxixe, cocaína e drogas sintéticas como LSD. O circuito Osmar, que passa pelo Campo Grande, Avenida Sete e Praça Castro Alves, é considerado estratégico para o CV, especialmente pela proximidade com a comunidade da Gamboa, área de grande rentabilidade por estar próxima a bairros nobres.

No circuito Dodô (Barra-Ondina), comunidades como Calabar, Roça da Sabina e Alto de Ondina também são apontadas como áreas de atuação das facções. A Rua Silvio Marques, na Roça da Sabina, é identificada como ponto forte do BDM. Já no Centro Histórico, dominado pelo BDM, a venda de drogas se desloca para bairros vizinhos durante o Carnaval, aproveitando a proximidade com o Porto de Salvador.

A violência ligada ao tráfico já deixou marcas em edições anteriores da festa. Em 2023, uma disputa entre facções resultou em um morto e dois feridos na Rua Carlos Gomes. No ano passado, quatro pessoas foram baleadas em diferentes ocorrências durante a madrugada de Carnaval. Em outubro de 2024, um ataque do CV no bairro Dois de Julho deixou três mortos.

Apesar da presença ostensiva da polícia, especialistas afirmam que o consumo e a venda de drogas nos arredores da folia seguem como uma das principais fontes de renda das facções, revelando o desafio de conter o narcotráfico em meio à maior festa popular do país.

Com informações do Correio da Bahia.

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