A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (5) o médico pediatra Welton Tavares de Faria, de 27 anos, sob suspeita de abuso sexual infantil. O profissional atuava nas redes pública e privada de saúde em Angra dos Reis e Rio Claro, no estado do Rio de Janeiro. Além do mandado de prisão, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao médico, todos em Angra.

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As diligências ocorreram na residência do investigado, em uma unidade de pronto atendimento da rede pública e em um hospital particular. Materiais considerados relevantes para a apuração foram recolhidos e encaminhados para análise pericial. Segundo a PF, as investigações começaram com monitoramento de atividades suspeitas relacionadas ao armazenamento e compartilhamento de arquivos com cenas de abuso sexual infantil na internet.
Operação Classificação de Risco
A prisão integra a Operação Classificação de Risco, que faz parte de um conjunto de ações realizadas em Angra dos Reis para combater crimes de abuso sexual infantil e delitos praticados em ambiente virtual. Os investigadores apontam indícios de aliciamento de crianças e adolescentes para fins sexuais, com atuação predominante em Angra e Paraty.
Repercussão
A Prefeitura de Angra dos Reis informou que acompanha o caso e destacou que o médico era prestador de serviço em uma unidade pública de saúde do município. A administração afirmou que não foram constatadas irregularidades na unidade durante a ação, mas que cobrará da empresa contratante providências administrativas.
Welton foi encaminhado ao sistema penitenciário do estado e poderá responder por armazenamento de mídias com cenas de abuso sexual infantil, estupro de vulnerável, exploração sexual infantojuvenil e associação criminosa.
Em nota, a defesa do médico declarou que não fará comentários à imprensa e que a inocência do acusado será “devidamente comprovada nos autos, que tramitam sob sigilo”.
Novas linhas de investigação
Segundo apuração do jornal O Globo, a Polícia Federal também identificou possível envolvimento de um professor da rede pública, Bruno Viana, que foi conduzido para prestar esclarecimentos e liberado em seguida. As investigações continuam para verificar a extensão de sua participação e identificar outras possíveis vítimas.
Esse caso reforça a importância das operações de combate a crimes virtuais e à exploração sexual infantil, que vêm sendo intensificadas pela Polícia Federal em diferentes regiões do país.
Com informações do Correio da Bahia.