Quem é o chefe do BDM que tinha advogada como porta-voz fora da cadeia

O nome por trás da operação que levou à prisão da advogada Poliane França Gomes é o de Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido pelos apelidos “Léo Gringo” e “Shantaram”. Segundo a Polícia Civil e fontes ligadas às investigações, ele é considerado um dos principais líderes da facção Bonde do Maluco (BDM) em Salvador e na Região Metropolitana.

Foto: Divulgação.

Mesmo preso, Léo Gringo continuava articulando crimes de dentro do sistema penitenciário, utilizando Poliane como intermediária para transmitir ordens ao grupo. Por essa razão, ele cumpre pena no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) do Conjunto Penal de Serrinha, unidade de segurança máxima. Em julho de 2025, a Justiça determinou sua permanência no local, diante do risco de que em prisões menos rígidas sua influência fosse ainda maior.

De acordo com policiais, Léo Gringo tem um histórico extenso de homicídios contra rivais em disputas por pontos de tráfico. Mesmo no RDD, foram apreendidos celulares, fones de ouvido e anotações em sua cela, evidenciando que seguia comandando atividades criminosas. Em um episódio simbólico, fogos de artifício chegaram a ser estourados nas imediações da prisão para comemorar seu aniversário, ação que ele próprio confessou ter ordenado para demonstrar poder.

A relação com Poliane não era apenas conjugal. Documentos do Tribunal de Justiça da Bahia mostram que a advogada atuava em processos ligados ao traficante e também em defesa de comparsas da facção. Na operação que levou à sua prisão, realizada em Salvador, foram encontrados R$ 190 mil em espécie em sua residência.

Além dela, outros 11 suspeitos foram detidos, acusados de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e participação em ataques armados contra grupos rivais. A operação também bloqueou contas bancárias que podem somar até R$ 100 milhões e apreendeu bens de luxo, como haras com cavalos de raça, uma moto aquática e até uma usina de energia solar.

No total, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão, atingindo integrantes da estrutura financeira e territorial do BDM em cidades como Feira de Santana, Lauro de Freitas, Camaçari e Salvador. O caso reforça a dimensão da influência de Léo Gringo, mesmo atrás das grades, e a rede de apoio que sustentava suas ordens fora do presídio.

Com informações do Correio da Bahia.

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