Bruno Alexssander Souza Silva, mais conhecido como Buzeira, é um influenciador digital que acumulou mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais ostentando uma vida de luxo, marcada por carros importados, joias, helicópteros e ações promocionais extravagantes. Aos 28 anos, natural de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, Buzeira foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira, 14 de outubro de 2025, como parte da Operação Narco Bet, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de drogas.

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A prisão ocorreu em Igaratá, interior de São Paulo, e integra uma ação coordenada que cumpriu 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais. A operação contou com apoio da Polícia Criminal Federal da Alemanha (BKA), que prendeu um dos investigados em território alemão. Segundo a PF, o grupo criminoso utilizava criptomoedas e contas no exterior para ocultar a origem dos recursos ilícitos, parte dos quais teria sido desviada para o setor de apostas eletrônicas — as chamadas “bets”.
Buzeira já havia sido alvo de uma operação da Polícia Civil em fevereiro, quando foi investigado pela compra de um carro vinculado a terceiros. Na ocasião, ele se defendeu publicamente, afirmando que desconhecia o envolvimento do veículo com outras pessoas e que estava colaborando com as autoridades. Apesar disso, sua imagem pública continuou associada à ostentação e à promoção de rifas e sorteios de alto valor.
Além da prisão, a PF bloqueou bens que somam mais de R$ 630 milhões, incluindo dinheiro vivo, joias e veículos de luxo. Buzeira também mantém amizade com o rapper carioca Oruam, considerado de alta periculosidade pela polícia, o que reforça os vínculos suspeitos com figuras ligadas ao crime organizado.
Os investigados na Operação Narco Bet poderão responder por lavagem de dinheiro e associação criminosa com atuação transnacional. O caso levanta discussões sobre o uso das redes sociais como fachada para atividades ilícitas e sobre os limites entre influência digital e responsabilidade legal.
Com informações do Correio da Bahia.