Operação Sharpe desmantela esquema do PCC entre Favela do Moinho e Cracolândia

O Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, revelou um esquema sofisticado de tráfico de drogas operado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), que utilizava ferros-velhos e centros de reciclagem como fachada para transportar entorpecentes da Favela do Moinho até a Cracolândia, no Centro de São Paulo.

Foto: Divulgação.

A operação, realizada em 8 de setembro com apoio da Polícia Militar, resultou na prisão de oito pessoas, incluindo membros da família Moja, apontada como liderança do esquema. Mesmo após a prisão de Leonardo Monteiro Moja (“Léo do Moinho”) em 2024, seus familiares — como Alessandra Moja Cunha e Yasmin Moja Flores — continuaram a comandar o tráfico na região.

Como funcionava o esquema:

  • Ferros-velhos e recicladoras recebiam drogas escondidas entre fios e materiais elétricos furtados.
  • Carroceiros eram contratados para transportar os entorpecentes até a Cracolândia.
  • Os locais também serviam como depósitos de armas e “tribunais do crime” da facção.
  • A lavagem de dinheiro era feita por meio de notas fiscais falsas e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.

Além disso, o grupo é acusado de extorquir moradores da Favela do Moinho que aceitavam deixar a comunidade para viver em imóveis da CDHU, oferecidos pelo governo estadual em parceria com o governo federal.

O MP defende a suspensão das atividades dos ferros-velhos como medida para interromper o ciclo criminoso. A Favela do Moinho, ocupada por cerca de 800 famílias, vem sendo alvo de ações judiciais e policiais desde 2024.

Com informações do G1.

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