Nesta terça-feira (11), a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga o pedido de prisão imediata de Adriana Villela, condenada em 2019 pelo assassinato dos pais, José Guilherme Villela, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Maria Villela, além da empregada doméstica da família, Francisca Nascimento. A arquiteta cumpre pena de 67 anos e seis meses em liberdade, enquanto recorre da condenação.

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O caso, conhecido como “Crime da 113 Sul”, marcou o julgamento mais longo da história do Distrito Federal, com 10 dias de duração e mais de 103 horas de audiência. A defesa busca anular o júri e solicitar a realização de um novo julgamento, alegando falta de provas contra Adriana.
O STJ irá decidir sobre a execução da pena, conforme decisão anterior do Supremo Tribunal Federal (STF), que autoriza a prisão de condenados em crimes julgados pelo tribunal do júri mesmo durante o trâmite de recursos. O Ministério Público e assistentes de acusação apoiam a execução imediata da pena.
O triplo homicídio ocorreu em 28 de agosto de 2009, no apartamento da família em Brasília. As vítimas foram assassinadas com dezenas de facadas e encontradas três dias depois em avançado estado de decomposição. Investigações apontaram fragilidades no trabalho policial, deixando lacunas sobre a participação dos envolvidos.
Além do julgamento no STJ, Adriana Villela é destaque na série documental “Crime da 113 Sul”, do Globoplay, que revisita o caso e apresenta relatos inéditos. A produção aborda os desdobramentos do crime que chocou o país e continua levantando questionamentos jurídicos e emocionais 15 anos após sua ocorrência.
Com informações do G1.