Voepass: Mecânico revela falhas graves na manutenção de avião que caiu em 2024

A Voepass, companhia aérea que ficou marcada pela queda de um ATR-72-500 em agosto de 2024, segue enfrentando consequências graves após a tragédia que vitimou 62 pessoas em Vinhedo (SP). Na última semana, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu suas operações, enquanto relatos de falhas internas emergem, incluindo um depoimento exclusivo de um mecânico que trabalhou na empresa.

Foto: Divulgação.

Acúmulo de falhas e o “parafuso chato” De acordo com o relatório preliminar do Cenipa, o acidente foi causado por acúmulo de gelo nas asas, um problema comum na altitude em que os ATR voam. A aeronave não desceu para derreter o gelo, conforme recomendado, e os sistemas que deveriam expelir o gelo falharam. A perda de sustentação resultou em um raro e fatal “parafuso chato”, movimento em que o avião gira enquanto perde altitude.

Denúncias de um mecânico Em entrevista, um ex-mecânico da Voepass relatou falta de suporte adequado na manutenção, com ausência de ferramentas e peças. Ele revelou que o avião apelidado de “Papa Bravo”, protagonista do acidente, era conhecido por frequentes problemas técnicos. “Avisávamos sobre as panes, mas éramos pressionados a colocar a aeronave para voar”, afirmou.

Segundo ele, mesmo após o acidente, as práticas de manutenção não mudaram e, em alguns casos, pioraram. Imagens obtidas em dezembro mostraram aeronaves armazenadas em um matagal, sendo canibalizadas para fornecer peças a outros aviões em operação. O mecânico ainda alegou que, antes de uma vistoria da Anac, aviões foram cobertos com lonas em uma tentativa de ocultação.

Defesa da Voepass Em nota, a Voepass negou irregularidades, afirmando que segue todos os protocolos e que suas práticas de reutilização de peças estão dentro das normas. A empresa também garantiu que nunca tentou burlar fiscalizações e expressou intenção de retomar as operações em breve.

Impacto e investigação contínua O caso expõe falhas sistêmicas de manutenção e segurança que culminaram em uma das maiores tragédias da aviação brasileira recente. As investigações seguem em andamento, enquanto as operações da Voepass permanecem suspensas.

Com informações do G1.

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