Vizinhos denunciam festas com adolescentes e álcool em condomínio de influenciador Hytalo Santos

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um inquérito para investigar o influenciador digital Hytalo Santos após denúncias de vizinhos sobre festas com adolescentes seminuas e consumo de bebidas alcoólicas em um condomínio na cidade de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo a promotora Ana Maria França, responsável pelo caso, os eventos ocorriam até tarde da noite e causavam incômodo aos moradores.

Foto: Divulgação.

De acordo com os relatos, adolescentes circulavam pelo condomínio fazendo topless em motos para exibir tatuagens, enquanto participavam de festas regadas a álcool. O MP aponta que os episódios estavam relacionados à produção de conteúdo para as redes sociais do influenciador, que é investigado por exposição indevida de menores.

Medidas judiciais

A Justiça da Paraíba determinou o bloqueio dos perfis de Hytalo Santos nas redes sociais e proibiu o influenciador de manter contato com os adolescentes citados nas investigações. Também foi ordenada a desmonetização dos conteúdos publicados por ele, impedindo que gerem receita.

O caso ganhou repercussão nacional após o humorista Felca denunciar publicamente a suposta exploração de menores por parte de Hytalo. Desde então, diversas plataformas como Instagram, YouTube e TikTok tomaram medidas contra os perfis do influenciador, incluindo remoção de vídeos e restrição de acesso a conteúdos para maiores de idade.

Investigação sobre benefícios e emancipação

O MP também apura se houve oferecimento de benefícios — como celulares, aluguel de casas e mensalidades escolares — a familiares de adolescentes em troca da emancipação dos menores, permitindo sua participação nos vídeos. Segundo o promotor João Arlindo, cerca de 17 adolescentes aparecem nos conteúdos de Hytalo, e muitos já foram ouvidos no processo.

Responsabilidade dos pais

Além do influenciador, os pais dos adolescentes também são alvo da investigação. A promotoria avalia se houve omissão na proteção dos filhos, o que pode configurar responsabilidade legal pela exposição indevida e pelos danos causados.

Com informações do G1.

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