Vídeos de alimentos e objetos falantes feitos por IA viralizam nas redes

Uma nova tendência tem tomado conta do Instagram e do TikTok: vídeos criados com inteligência artificial em que alimentos e objetos ganham voz e personalidade para dar broncas ou conselhos. Bananas, pães, cebolas e até geladeiras aparecem reclamando do modo como são usados ou armazenados, misturando humor com supostas dicas de conservação.

Foto: Divulgação.

Em um dos vídeos, uma casca de banana pede para ser transformada em adubo em vez de ser jogada fora; em outro, um pão de forma afirma que a geladeira o deixa “duro e sem graça”. Esses conteúdos, produzidos com ferramentas como o Veo 3, IA do Google capaz de gerar vídeos ultrarrealistas, já acumulam centenas de publicações com hashtags como #alimentosfalantes e #objetosfalantes.

Apesar do tom divertido, especialistas alertam para a confiabilidade das informações transmitidas. A cyberpsicóloga Angelica Mari explica que, por parecer que o objeto “sabe” como deve ser usado, o público tende a acreditar nas instruções, mesmo quando não têm base técnica. Segundo ela, a linguagem simples e gamificada aproxima o espectador, mas pode transmitir regras duvidosas, especialmente sobre conservação de alimentos.

A popularidade desses vídeos também se conecta ao fenômeno do brain rot, termo usado para descrever o desgaste mental causado pelo consumo excessivo de conteúdos superficiais. A expressão foi eleita palavra do ano de 2024 pelo Dicionário Oxford e está associada a vídeos curtos com personagens caricatos, como tubarões de tênis ou xícaras vestidas de bailarina, que criam narrativas simples e contínuas sem transmitir informações úteis.

No caso dos alimentos falantes, muitos usuários se divertem com o humor e até seguem os “conselhos” em tom de brincadeira, enquanto outros questionam a utilidade prática das dicas. O fenômeno mostra como a IA tem sido usada para transformar conteúdos cotidianos em narrativas virais, ao mesmo tempo em que levanta debates sobre responsabilidade e qualidade da informação nas redes sociais.

Com informações do G1.

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