A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (18) a Operação USG, que resultou na prisão de um vereador, dois ex-secretários municipais de saúde e outros seis investigados por envolvimento em um esquema que desviou cerca de R$ 12 milhões dos cofres públicos. A ação também teve como alvos médicos, diretores hospitalares, clínicas e empresários ligados ao grupo.

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Segundo as investigações, o núcleo central da organização criminosa era formado pelos ex-secretários, que, com apoio de familiares e empresários, controlavam contratos de clínicas e laboratórios credenciados pelo município. Médicos figuravam como sócios formais de empresas de fachada, enquanto diretores hospitalares validavam procedimentos que jamais foram realizados.
Relatórios técnicos apontaram irregularidades graves, como a emissão de exames e plantões fictícios, além de lançamentos incompatíveis com a realidade assistencial da cidade. Em um dos casos, a quantidade de ultrassonografias registrada era nove vezes superior à média regional. Também foram identificados exames superfaturados, medicamentos com valores acima do teto da Anvisa, duplicidade de lançamentos e notas fiscais usadas para mascarar serviços inexistentes.
Durante a operação, foram apreendidos veículos, bens patrimoniais, documentos e equipamentos eletrônicos. O material está sendo contabilizado pelas equipes. Os mandados foram cumpridos em Formosa do Rio Preto, na Bahia, e nas cidades de Corrente e Bom Jesus, no Piauí.
De acordo com a Polícia Civil, o objetivo da operação é desarticular a estrutura criminosa que se apropriava de recursos destinados à saúde pública, comprometendo diretamente o atendimento à população.
Com informações do Correio da Bahia.