Viagem de 50 dias por 11 países
Ubiratan Rodrigues, de 41 anos, planeja uma viagem terrestre de aproximadamente 7 mil quilômetros entre Orlando, nos Estados Unidos, e Juiz de Fora, em Minas Gerais. A jornada deve durar cerca de 50 dias e atravessar 11 países, com pausas estratégicas para descanso, cuidados médicos e segurança.

Foto: Divulgação.
Como será o motorhome adaptado
O veículo ainda não foi adquirido, mas o modelo já foi definido. Trata-se de um motorhome de porte médio, com estrutura semelhante a um pequeno apartamento sobre rodas. Ele contará com:
- Quarto com cama de casal e cama adicional próxima ao volante
- Banheiro com chuveiro
- Cozinha equipada com pia, fogão, geladeira e micro-ondas
- Armários para roupas, alimentos e equipamentos médicos
- Ar-condicionado com controle de temperatura
- Gerador de energia para autonomia dos aparelhos médicos
A cama hospitalar de Fabíola será fixada ao piso com inclinação recomendada por médicos, e o espaço será adaptado para acomodar os equipamentos médicos portáteis.
Cuidados médicos durante o trajeto
Fabíola da Costa, de 32 anos, está em estado vegetativo desde setembro de 2024, após sofrer três paradas cardíacas e uma perfuração pulmonar. Embora não utilize ventilador mecânico, o motorhome será equipado com:
- Aparelhos de oxigênio e pressão
- Oxímetro, nebulizador e aspirador de secreções
- Sensor de temperatura
- Cadeira de rodas e kit completo de higiene e medicamentos
Ubiratan será o responsável por todos os cuidados, como alimentação, banho, troca de fraldas e exercícios físicos e respiratórios.
Alternativa à UTI aérea
A ideia do motorhome surgiu como alternativa à UTI aérea, cujo custo ultrapassa R$ 1 milhão. A família já gastou mais de R$ 270 mil com tratamento e equipamentos, e hoje depende de doações para seguir com os cuidados. O plano de saúde cobre apenas itens básicos.
Roteiro e logística da viagem
Durante a viagem, Ubiratan pretende dirigir apenas durante o dia, parando antes do anoitecer para cuidar da esposa e dos três filhos. A travessia do Panamá exigirá transporte do veículo em contêiner lacrado, como medida de segurança contra furtos.
Objetivo: voltar ao Brasil e receber apoio do SUS
Sem recursos para continuar o tratamento nos Estados Unidos, a família vê no retorno ao Brasil a única chance de seguir com os cuidados médicos. A expectativa é que Fabíola possa ser atendida pelo SUS e fique mais próxima da família em Juiz de Fora.
“A única saída viável hoje é essa. Nossa esperança está em voltar para casa. Estamos esgotados emocional e financeiramente. Não dá mais para esperar.” — Ubiratan Rodrigues
Com informações do G1.