As Ilhas Canárias, destino tradicional de visitantes de todo o mundo, enfrentam uma pressão crescente sobre seus recursos naturais e infraestrutura devido ao aumento contínuo do turismo. Autoridades locais e moradores têm manifestado preocupação com os efeitos do fluxo intenso de visitantes, que já ultrapassou oito milhões apenas no primeiro semestre de 2025.

Foto: H. Zell/Wikimedia Commons.
O impacto não se limita ao meio ambiente. O crescimento acelerado do setor turístico tem provocado congestionamentos, praias lotadas e sobrecarga nos serviços públicos. O mercado imobiliário também foi afetado: a expansão das locações temporárias por plataformas digitais reduziu a oferta de imóveis para moradores permanentes e elevou os preços dos aluguéis.
Do ponto de vista ambiental, a geografia vulcânica e o clima seco tornam o abastecimento de água limitado. O turismo intensifica esse problema, já que hotéis, piscinas e atividades recreativas consomem volumes superiores aos de residências comuns. Além disso, o aumento da produção de resíduos e o uso intensivo de áreas naturais sensíveis, como trilhas e parques, têm acelerado a degradação ambiental.
Em maio de 2025, milhares de moradores protestaram sob o lema “Canárias têm um limite”, pedindo restrições ao crescimento turístico e maior proteção ambiental. Em resposta, autoridades locais começaram a adotar medidas como a criação de taxas ecológicas em áreas protegidas e novas regras para aluguéis turísticos.
O alerta para turistas em 2026 reflete a tentativa de equilibrar a preservação da qualidade de vida dos moradores e a sustentabilidade ambiental com a continuidade da atividade turística, que é vital para a economia regional.
Com informações do Correio da Bahia.